Retrospectiva 2019: dias que mudaram tudo

11/12/2019
Kumon Brasil Kumon
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O ano de 2019 foi diferente de tudo o que eu já havia vivido. Fui um imigrante nos Estados Unidos da América, um estudante internacional em Harvard e um adulto independente pela primeira vez. Precisei aprender a me virar com o que eu tinha, e isso me trouxe crescimento pessoal e profissional, mas também dificuldades.

O primeiro grande obstáculo foi o clima. Sendo brasileiro, não estava preparado para suportar temperaturas negativas. Tampouco estava acostumado com dias tão curtos e tão escuros como os do Hemisfério Norte. Essas situações parecem apenas detalhes, mas fizeram com que eu enxergasse a minha relação com o meio-ambiente de outra maneira.

Percebi quanto de nossas vidas são pautadas pelo entorno e como somos limitados por condições externas a nós. Mas, ao mesmo tempo, aprendi a admirar a troca das estações, e isso foi muito especial, algo que não esquecerei. Para ilustrar esse belíssimo fenômeno, fotografei a árvore em frente a minha casa em Boston durante todo o ano. Mostro minha seleção favorita. 

 

Pela janela: a beleza das quatro estações do anoComo vocês sabem, para que as árvores floresçam na primavera, precisam, antes, passar por um rigoroso inverno. Elas são submetidas a um ambiente hostil e com poucos recursos. Eu, assim como as árvores, encontrei muitas barreiras quando me mudei para Boston. Não me sentia confortável em compartilhar minhas opiniões, tinha dificuldade em ser compreendido e achava que não seria capaz de mostrar todo o meu potencial.

Contudo, com o passar do tempo, pude, também, florescer. Aos poucos, passei a  ganhar espaço e respeito. Fui criando coragem para falar o que sabia e mostrar que eu era, sim, capaz e competente.

Meu segundo grande obstáculo foi o trabalho manual no laboratório. Pela falta de familiaridade com esse tipo de atividade, precisei me adaptar rapidamente para seguir em frente com meus projetos. Tive que lidar com frustrações, resultados inesperados e muita pressão.


Laboratório em Harvard 

Nesse momento, as experiências de autodidatismo e resiliência durante o Kumon de Inglês foram essenciais. Principalmente porque meus professores esperavam que eu andasse com minhas próprias pernas este ano. Assim, sem essa independência e proatividade, eu não teria atingindo as metas de meu intercâmbio.

Meu último desafio foi interior. Lidar com as expectativas que eu havia criado quando soube que viria morar aqui e compará-las com a realidade não foi fácil. Olhar ao meu redor e perceber que minha família e meus amigos não estavam aqui para me dar apoio nos dias tristes foi árduo. Nossa casa faz falta quando estamos longe dela, e só fui capaz de perceber isso este ano.

 Porém descobri, mais uma vez, que os momentos difíceis nos ensinam muito. Aprendi a valorizar minha comunidade e os bons momentos com os amigos que fiz. Aprendi que somos mais fortes do que imaginamos e que momentos de solidão podem nos trazer reflexões incríveis sobre nós mesmos.


Johnatan no inverno

Por fim, em termos de crescimento profissional, não há linhas o suficiente para descrever quanto aprendi sobre produção e avaliação crítica de ciência. Este ano me transformou e ficará para sempre em meu coração! 

 

Tags: kumon, inglês

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