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Limite é amor

15/01/2021
Kumon Brasil Kumon
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Você tem medo de dizer “não” para seu filho? Tem receio de frustrá-lo? Não sabe bem como impor limites? Acha que às vezes está sendo muito permissivo ou superprotetor? Calma, você não está sozinho. Muitos pais passam por isso.

Impor limites neste mundo contemporâneo pode ser extremamente trabalhoso, assim como todo o processo de educar um filho. A criança é um ser em formação, em processo de estruturação da própria personalidade. Como acontece com qualquer pessoa, este desenvolvimento envolve tempo, construção de hábitos e, principalmente persistência.

Ou seja: a conscientização dos limites sociais por parte da criança será garantida com o tempo, por meio da observação de exemplos saudáveis, de uma rotina segura e da presença dos pais, com diálogos e discussões respeitosas.

Para você entender melhor este tema tão importante para o futuro de seu filho, convidamos a psicóloga Marcela Maranhão para nos ajudar a falar sobre o assunto. Acompanhe o texto a seguir e comece a aplicar estes conceitos hoje mesmo em sua casa! Você vai ver: com limites, as crianças só têm a ganhar.


Por que impor limites?

A relação entre pais e filhos deve ser baseada em afeto e respeito mútuo. Este é um dos pontos fundamentais para a construção de jovens seguros, independentes e autônomos.

Ao apresentar desta forma o discernimento sobre o que é certo e errado, o que pode e não pode, o que é negociável e inegociável e, principalmente, que querer nem sempre é poder, os pais ajudam a criança a se sentir segura em relação aos seus limites, o que contribui para que se desenvolvam de maneira mais confiante.


Impor limites também é sinal de amor e atenção.


Quando começar?

É na primeira infância que construímos os hábitos mais significativos para o ser humano. Neste caso, é também a fase em que a criança deve começar a aprender o significado do “não” e as suas consequências. Afinal, quando ela passa a compreender e participar ativamente da dinâmica social, precisa ter a noção de que não pode ter ou fazer tudo o que quiser.

Para isso, é de suma importância a repetição de regras para a garantia do aprendizado, no tempo adequado, respeitando as etapas do desenvolvimento, de modo que os limites resultem na construção de hábitos saudáveis.


Como fazer?

A criança precisa se sentir parte do processo familiar. Para isso, os diálogos devem ser constantes. Ainda que a criança não verbalize os seus sentimentos, ela vai aprender com os exemplos.

Entretanto, não poderão ser deixadas a cargo dela as decisões finais do seu processo educativo. Neste caso, os pais devem procurar determinar as regras por meio de combinados bem definidos, com voz ativa e escuta atenta, mas, prioritariamente, com muito carinho.

O bem-estar se constrói com diálogos afetuosos, empáticos e com regras bem definidas.


Como exercer a autoridade com os filhos?

Autoridade é diferente de autoritarismo. A falta de escuta, a ausência de elogios consistentes e a definição “não faz mais que sua obrigação” não cabem mais para a criança de hoje: isto é autoritarismo.

Diante disso, os pais devem exercer a sua autoridade dentro do papel de condução da criança, que é um ser ainda frágil e em processo de desenvolvimento. As crianças necessitam deste suporte afetivo. A presença da autoridade parental é importantíssima para prover a sensação de segurança.

Porém, é sempre bom lembrar: exercer a autoridade não significa deixar de escutar as demandas da criança. É necessário ouvir diariamente as suas alegrias, conquistas e tristezas e permitir que ela seja parte da sua própria construção.

Por mais difícil que seja para muitos pais, é essencial que a imposição de limites aconteça no início da formação da criança. Assim, fica mais fácil para ela compreender que as regras existem e precisam ser seguidas.

Isso significa que é muito importante que se gaste mais energia nesta etapa. Assim, ao decorrer do desenvolvimento da criança, os processos de entendimento e hábitos saudáveis serão internalizados e as rotinas, em geral, ficarão mais fáceis para pais e filhos.

Em suma, educar com afeto é a melhor estratégia! 

Tags: crianças, pais, experiência, dicas

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