Como ajudar os alunos a preencher as lacunas de aprendizagem em matemática?

22/03/2021
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Fabio Aparecido da Silva, de 48 anos, bacharel e especialista em Matemática, colunista de educação no Papo de Mãe, do UOL, e fundador da página Projetos de Matemática, no Facebook.Uma solução possível para que a criança consiga preencher as lacunas de aprendizagem na matemática é o estudo individualizado, algo que trabalhamos fortemente no método Kumon. E hoje, para falar mais sobre o tema, convidamos o professor Fabio Aparecido da Silva, de 48 anos, bacharel e especialista em Matemática, colunista de educação no Papo de Mãe, do UOL, e fundador da página Projetos de Matemática, no Facebook.

Apesar de todo este currículo e conhecimento, o início da relação dele com a matemática foi como a de muitos alunos. Fabio conta que, quando iniciou os estudos, sempre teve dificuldade com a matéria. Todos os anos ficava de recuperação e quase repetiu a 5ª série. Segundo o professor, a matemática não fazia sentido nenhum em sua vida, e ele só passou de ano graças à ajuda dos colegas de sala.

Entretanto, houve um momento em que tudo mudou e Fabio passou a entender – e gostar – de matemática. Isso aconteceu quando, no Ensino Médio, a professora passou a trabalhar o conteúdo aplicado à linguagem de computadores BASIC.

 A partir daí, a vida dele mudou.

O tempo passou e Fabio escolheu a matemática como um caminho profissional. Apesar de toda esta mudança, o problema que ele tinha continuou o mesmo para milhões de crianças e adolescentes.

As tecnologias avançaram muito, mas as aulas de matemática não mudaram nada. Para ele, na maioria das vezes elas continuam com conteúdos sem sentido e sem nenhuma aplicação prática para os alunos. Isto acaba gerando dificuldades para os estudantes, que ficam desmotivados porque não enxergam significado no que estão aprendendo, o que por sua vez se transforma em lacunas no processo de aprendizagem.

No momento em que uma lacuna é criada, o aluno deixa de compreender conteúdos mais avançados, pois ainda não dominou os anteriores, e naturalmente nasce o tão famoso pesadelo com a matéria que tantos pais e estudantes conhecem.

Para ajudar os educadores a preencher estas lacunas, a dica que Fabio dá é a mesma que, há tantos anos, o ajudou também: realizar atividades interdisciplinares. Ao relacionar a matemática com situações práticas da física, química, geografia ou programação, o aluno visualiza as aplicações do conteúdo por meio das situações-problema apresentadas, assimilando melhor a matéria e compreendendo a matéria de forma mais natural.

 

Os pais também podem ajudar neste processo. Confira algumas dicas:

  •  Não dizer para a criança que não gosta da matéria e que ela é difícil;
  • Sempre acompanhar as tarefas dos filhos;
  • Criar horários de estudo;
  • Sugerir à escola realizar atividades práticas, com aplicação do conteúdo;
  • Incentivar a utilização de jogos como cubo mágico, xadrez e quebra-cabeças. A matemática é principalmente o desenvolvimento do raciocínio lógico.

 

Prazer em aprender Matemática

A matemática foi tomada pelo professor Toru Kumon, fundador do método Kumon, como um instrumento para proporcionar à criança prazer em estudar. O objetivo fundamental dele foi fazer com que toda pessoa passe a gostar da matéria.

O respeito às diferenças individuais e à capacidade de cada aluno está no centro desta estratégia. Isso porque a criança não gosta de estudar quando é obrigada a enfrentar conteúdos acima da sua capacidade.

Por este motivo, no Kumon, o aluno começa os estudos em um ponto em que consegue fazer os exercícios com facilidade, independentemente da idade ou série escolar. Assim, enfrentando desafios adequados, ele se sente motivado e confiante para seguir estudando. 

O aluno avança somente quando dominou o estágio anterior, eliminando lacunas no aprendizado. Desta forma, pode desenvolver a capacidade de fazer uma série de associações mentais: levantar hipóteses, confirmar suas suposições e chegar às próprias conclusões. Tais conclusões dificilmente serão esquecidas, pois não foram informações recebidas e memorizadas, mas geradas pelo próprio aluno. 


Kumon é para a vida, e quem aprende não esquece. 


Tags: matemática

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